segunda-feira, 11 de abril de 2011

É estranho quando o amor não morre pra nós, quando você é a pessoa que está bem com a relação e de repente se vê obrigado a matá-la. Dos 5 homens que eu posso dizer q foram meus, 2 terminaram comigo, os outros 3 eu terminei. Este ultimo que terminou comigo, me gerou um amor q não consigo matar, por mais que eu tente. Chega a ser absurdo, como se fosse uma grande secóia que eu regava e cuidava devotamente todos os dias, e então me vejo com uma serra na mão pra derrubar um amor tão frondoso e junto com ele abrir uma clareira no meio do meu peito derrubando outras arvores que estvam lá. Fiz diferente dessa vez, não me obriguei a matá-lo, não teria forças. Imortalizei-o, em mim. Um verdadeira prática de sado-masoquismo diario, acordar todos os dias, sentir a fina cicatriz latejar com o frio, sentir o amor pulsar cada vez mais dentro de mim e se preencher em forma de cicatriz, absorvendo devotamente as tintas presentes em minha derme que se infiltram pela epiderme e chegam na corrente sanguinea pulsando com o amor.
Pra você foi fácil, homem meu, me abandonar e virar a página como tantos outros já fizeram. E quanto a mim, que sou obrigado a conviver com tua ausencia todos os dias, quanto a mim resta a espera que a arvore seque e morra de sede. Inutil quando a chuva cai imensamente, e as raizes são tão grandes que se encharcam no meio de lençois sub terrâneos.
Te marquei pra não esquecer o tamanho dessa arvore, pra ter a certeza que alguma coisa eu aprendi, pra criar em mim falsas esperanças, pra gritar com a carne, pra registrar o tamanho de tudo oq perdi, pra te fazer memória, e te reviver como minha pele. Fiz isso pra te ter pra sempre em mim. Se um 6º homem meu vier, obrigarei-o a saber o significado de 10 estrelas do tamanho de uma secóia chamada Amor.
Amo-Te, e está marcado em mim.

sábado, 26 de março de 2011

Pele



As vezes não controlamos nossos impulos e fazemos coisas através desta impulsividade. Preciso aprender a respirar antes de agir. Pra não magoar. Te magoeie e quanto a isso assumo toda a culpa. Devia ter respirado, foi uma passada, uma troca de energia, uma sinapse falha, e me causou todo um reboliço.
Como quando andamos pela rua e não olhamos ao atravessar, olhar pro lado é bom, as vezes você vê um carro vindo, ou alguém que se entristecerá.
Ah, quantos reboliços, ofender e destruir um amor assim, não, não era pra te ofender, era pra suprir minha carência. Hoje estou mais carente ainda. Triste. Palavras como "o nada que você é" ou "O quanto você é pequenininho" dói em minha cabeça, dilaceram meu coração, retorce todos os orgãos dentro de mim. E no final me vem uma nausea, 2 segundos que o coração se recusa bruscamente a bater, um aperto, e uma saudade. Hoje ta tudo tão distante; em minha mente vejo fragmentos de pessoas, fragmentos de lugares, constelações, galaxias, orion, figos maduros, morangos mofados, enearte, omeletes, filmes e carícias. E tudo isso foi pra baixo do tapete, pra baixo da poeira da memória...Não, quando algo é marcado na pele, é lembrado pela eternidade, invade todas as células e deixa sua impressão lá dentro, sua mente pode até esquecer, mas é tipico de ocidentais subestimar o memória presente no corpo.
Ouço sua boca dizer coisas pra fora, vejo falsas imagens de mim jogadas ao vento, dissimulado, anti ético, desrrespeitoso como me pintam. Mas se minha imagem foi gravada em sua pele, ela me basta pra sanar todos os maus entendidos, uma vez que toda mentira cai por terra, e toda verdade sempre é exaltada.
Nos magoamos tanto, brigamos tanto, nos entendemos pouco e sentimos muito. Como uma bibelot atirado várias vezes da janela do 25º andar, lá se foi nosso amor voando pras estrelas, preciso torna-lo leve, antes que ele espatife no chão, pra baixo do tapete. Preciso torna-lo leve, antes que a pessoa que você foi suma completamente, e me perca de vista, e se perca de vista e se tranque abaixo da tua pele chorando tão desesperado quanto eu o vejo gritando dentro de seus olhos: "Socorro! Salve-me!"
Salvar onde? Salvar como se essa pessoa que caminha sobre suas pernas, em linhas retas mas com os pés tão tortos, como se essa pessoa não me deixa aproximar?
Ele me grita de novo de dentro dos seus olhos: "Salve-me!"
"-COMO?"
O menino de dentro dos seus olhos, aquele menino/homem, me olha sorri e me diz com a força que nos fez andar por cima dos telhados da cidade velha: "Preserve-me sob sua pele, antes que eu morra".
Deus me ajude, te farei vivo dentro de mim, não te deixarei morrer, eu juro!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Forço para não chorar,
mas sempre um lágrima me foge.
Aprendi a chorar com o coração,
Ai, comé difícil meu Deus.

sexta-feira, 18 de março de 2011

A semente.

É uma questão de confiança. Confiar nos desejos dos outros. Acho que o maior praoblema quando dizemos que amamos é q não aprendemos que amar aos outros as vezes seja deixar de se amar um pouco. E esse deixar de se amar não quer dizer obcessão pelo outro. Pelo contrario, é mais um deixar de olhar para o nosso umbigo pra olhar nos olhos, no peito. É enxergar além do seu redor e ver ali o redor de outrem. Aprender isso é duro, é dificil é pancada atras de pancada. Mas é um mal necessário, só assim podemos crescer mais, rumo a perfeição de um amor. Rumo a sintese do homem. Paulo disse que agora vemos o amor em parte como a um espelho mas um dia o veremos face a face. Para isso é necessário abdicar. Abdicar de você, de seus medos, de suas neuroses (essas coisas só destroem o amor), a abdicação não, ela enobrece deixa-o crescer. Se plantarmos uma semente em um pedaço de terra não adianta de nada sentar ao lado e olhar fixamente para a terra esperando o primeiro sinal de germinação rasgar a terra mostrando vida. No entanto podemos deixar a semente ali, descansando, devemos cuidar dela, cuidando, regando, retirando ervas daninhas, adubando. Olhar não serve de água ou adubo, olhar é apenas perder tempo. Tem coisas q escapam do controle de nossas mãos simplesmente pq não são de nosso controle. E qdo isso se aplica na relação com o outro, aí q o controle não está conosco. De nada adianta correr chutar, gritar, chorar. Ah como fui burro, antes tivesse apenas deixado as lagrima sinceras cairem pra regar a terra, ou rezado para que a chuva viesse. No fim estou apenas aprendendo, espero me perder no rumo de minha vida, e um dia quem sabe encontrar um caminho já conhecido e no lugar onde havia apenas um pedaço de terra que escondia um semente, eu encontre uma bela arvore rica de frutos, flores e estrelas.

sábado, 6 de novembro de 2010

Sou obrigado a esperar,
pobre mortal apaixonado
desprovido de asas que avancem longe.
Suas asas alcançam as estrelas,
mas são incapazes de transpor a imensidão,
imensidão de montanhas que existe no horizonte.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Cântico Negro

Cântico negro




José Régio



"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?


Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.


Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...


Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.


Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!



José Régio, pseudônimo literário de José Maria dos Reis Pereira.

domingo, 14 de março de 2010

Para Marcelo Costa


Você me abriu os olhos pra uma coisa que ha muito eu havia esquecido.

Foi apenas um convite, vamos lá, experimentar algo novo. Mas para alguém que tinha se esquecido o sentido do teatro e o tesão do ator em cena, foi um novo despertar, acordar, trabalhar, crescer, relembrar o sentido que o palco tem em minha vida.

Foi difícil, ouvir minha carne gritar, meu asco aparecer, o medo de se jogar. Mas me joguei. Depositei minha confiança em você e em/no Ossanha, e graças aos dois relembrei o proque de estar aqui, o porque dessa profissão. Me reapaixonei pela arte, abracei minha carne, destrinchei-a, libertei de mim o monstro que me prendia e renasci na forma de uma estrela que brilha nos espaços e no escuro, guiando aqueles que não veem (pois eles estão dormindo).

Marcelo só tenho que te agradecer por tudo, essa é e sempre será a melhor experiencia da minha vida.Você vai longe moço. Um abraço bem forte e que todos os Deuses do teatro te guiem meu querido amigo.

Beijos.

Evoé Bacco!
Evoé Ossanha!


"Não é Maravilhoso?"

domingo, 29 de novembro de 2009

Memórias de Emília



"- A vida Senhor Visconde, é um pisca-pisca.
A gente nasce, isto é, começa a piscar.
Quem pára de piscar, chegou ao fim, morreu.
piscar é abrir e fechar os olhos - viver é isso.
É um dorme-e-acorda, dorme-e-acorda, até que dorme e não acorda mais .
A vida das gentes neste mundo,
senhor sabugo, é isso .
Um rosário de piscadas.
Cada pisco é um dia.
Pisca e mama.
Pisca e anda. Pisca e brinca.
Pisca e estuda.
Pisca e ama. Pisca e cria filhos.
Pisca e geme reumatismos. Por fim,
pisca pela ultima vez e morre.
- E depois que morre - perguntou o Viscode.
- Depois que morre, vira hipótese.
É ou não é?"

Monteiro Lobato , em
"Memórias de Emília" (1899).

domingo, 13 de setembro de 2009

Fita Verde no Cabelo


(Nova velha estória)

João Guimarães Rosa

Havia uma aldeia em algum lugar, nem maior nem menor, com velhos e velhas que velhavam, homens e mulheres que esperavam, e meninos e meninas que nasciam e cresciam. Todos em juízo, suficientemente, menos uma meninazinha, a que por enquanto. Aquela, um dia, saiu de lá, com uma fita verde inventada no cabelo.

Sua mãe mandara-a, com um cesto e um pote, à avó, que a amava, a uma outra e quase igualzinha aldeia. Fita-Verde partiu, sobre logo, ela a linda, tudo era uma vez. O pote continha um doce em calda, e o cesto estava vazio, que para buscar framboesas.

Daí, que, indo, no atravessar o bosque, viu só os lenhadores, que por lá lenhavam; mas o lobo nenhum, desconhecido nem peludo. Pois os lenhadores tinham exterminado o lobo. Então, ela, mesma, era quem se dizia: – “Vou à vovó, com cesto e pote, e a fita verde no cabelo, o tanto que a mamãe me mandou”. A aldeia e a casa esperando-a acolá, depois daquele moinho, que a gente pensa que vê, e das horas, que a gente não vê que não são.

E ela mesma resolveu escolher tomar este caminho de cá, louco e longo, e não o outro, encurtoso. Saiu, atrás de suas asas ligeiras, sua sombra também vindo-lhe correndo, em pós. Divertia-se com ver as avelãs do chão não voarem, com inalcançar essas borboletas nunca em buquê nem em botão, e com ignorar se cada uma em seu lugar as plebeiinhas flores, princesinhas e incomuns, quando a gente tanto por elas passa. Vinha sobejadamente.

Demorou, para dar com avó em casa, que assim lhe respondeu, quando ela, toque, toque, bateu:

- “Quem é?”

- “Sou eu…” – e Fita-Verde descansou a voz. – “Sou sua linda netinha, com cesto e pote, com a fita verde no cabelo, que a mamãe me mandou.”

Vai, a vovó, difícil, disse: – “Puxa o ferrolho de pau da porta, entra e abre. Deus te abençõe.”

Fita-Verde assim fez, e entrou e olhou.

A avó estava na cama, rebuçada e só. Devia, para falar agagado e fraco e rouco, assim, de ter apanhado um ruim defluxo. Dizendo: – “Depõe o pote e o cesto na arca, e vem para perto de mim, enquanto é tempo.”

Mas agora Fita-Verde se espantava, além de entristecer-se de ver que perdera em caminho sua grande fita verde no cabelo atada; e estava suada, com enorme fome de almoço. Ela perguntou:

- “Vovozinha, que braços tão magros, os seus, e que mãos tão trementes!”

- É porque não vou poder nunca mais te abraçar, minha neta…” – a avó murmurou.

- “Vovozinha, mas que lábios, aí, tão arroxeados!”

- É porque não vou nunca mais poder te beijar, minha neta…” – a avó suspirou.

- “Vovozinha, e que olhos tão fundos e parados, nesse rosto encovado, pálido!”

- “É porque já não te estou vendo, nunca mais, minha netinha…” – a avó ainda gemeu.

Fita-Verde mais se assustou, como se fosse ter juízo pela primeira vez.

Gritou: – “Vovozinha, eu tenho medo do Lobo!…”

Mas a avó não estava mais lá, sendo que demasiado ausente, a não ser pelo frio, triste e tão repentino corpo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Gosto de te ver dormir,
ver este leve sorriso guardado no canto da boca.
enquanto teus olhos fechados sonham teus sonhos,
afago de leve teus cachos macios.
E mais leve ainda lhe dou um beijo,
bem de leve pra não quebrar este encanto
(-Tão lindo!)
que vive em teu sono, lindo.

Que esta data se repita, e q estejamos sempre juntos pra eu guardar teu sono.
Te Amo.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Nômade

Eu sinto a falta de algo
só que eu não sei bem ao certo o que esse algo é.
Eu passo por caminhos que já passei,
e eles estão diferentes.
Não me encontro em nenhum lugar.
Estou perdido, não quero a cidade velha,
não quero a antiga cidade.
Como um nômade deslocando
lentamente, em busca de preencher o que falta.
Noutros tempos existia a certeza,
hoje existe apenas aquilo que está ao alcance de meus olhos.
E você, não está entre a paisagem.
Em outros tempos fazíamos partes dela.
Hoje nem um e nem outro sabe ao certo
do que realmente somos parte.
Somos partes de um todo,
duas metades perdidas procurando um meio de se reencontrar.
A questão é, não somos nós (metades) que decidimos este meio,
e sim o meio que decide pelas metades.

Te Amo.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Que a força do medo que tenhonão me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimentos
porque metade de mim é 0o que ouço
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Mudanças

Eu confesso que eu tenho medo das mudanças que vão acontecer,
mas eu digo pra elas, podem mudar,
nada no mundo é fixo.
Quero q a montanha mude, quero q o dia mude, quero que o cheiro mude quero q tudo mude.
Só existe uma coisa que não mudará,
Voce sempre perto de mim.
Que tudo mude, mas que continuemos juntos.
Hoje e para todo o semple.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Galileu




Eu só quero deixar uma coisa bem clara, não me importo com o que VOCÊ pensa, não me importo com o que você acha de mim, não me importo se você me diz que eu não faço a coisa certa. Muita gente disse a galileu que ele não estava certo nos seus atos e palavras, e mesmo assim ele não deixou de crer em si e no que firmava ser certo.
E reafirmo, não me importo com o que você me diz, só porque eu te incomodo, não vou deixar de ser o que sou pra te agradar.
Sou assim, sou feliz, sou tudo. E realmente me importo com o que diz respeito a mim e pronto.E acima de tudo eu me firmo no que amo/digo/faço/atuo, e digo mais, hoje todos acreditam que a Terra gira em torno do Sol.



Eu não sou o centro do universo.
Chicão

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Lugares


Lugar é apenas uma questão de espaço, não são casas, ou ruas, ou clubes que fazem a diverção, mas sim quem esta com você.

Por exemplo, quando digo q estou com saudade, não quero dizer q necessariamente eu sinta saudade de cada paralelepipedo de pedra sabão das ladeiras, dos altos e baixos, ou da minha casa, mofada e suja. Minha saudade na verdade se resume em pessoas, elas q fazem o lugar onde vivo, e não aquelas casas antigas. Lá eu tenho amigos que gostam de mim, e uma simples bebedeira na direita é a festa top, qualquer sambinha se torna a evolução do carnaval.

O intenso se faz presente em tudo, nos amores, nos temores, nas pessoas se aproximando, no mundo todo se descobrindo, na vida que está começando, tudo isto é intenso, tudo acontece muito rápido, é aí que essa loucura de intensidade se manifesta no clima físico da cidade, fazendo um único dia ter as 4 estações do ano, e quando percebemos, 1 mes se passou e o que nos fica é aquela sensação de que o ano acabou, 1 ano dentro de um mês, e tudo se intensifica mais e mais, e cada vez voce se descobre mais apaixonado pelas pessoas, e por este lugar que a primeiravista parece estranho e antigo.
Ai Ouro preto, não sinto falta sua, mas dos vários viajantes que passam por voce durante um misero periodo de 5 anos.

Sentindo saudades, de você também ouro preto, mas principalmente das pessoas que em você vive.
Com medo de te deixar pra trás, mas acreditando na vida que me vem em frente.


S A U D A D E S.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Post-it

Eu pensei que minha saudade fosse efêmera.
Mas eu descobri que não.
Eu jurava que a minha saudade ia sumir na neblina,
Mas não.
A minha saudade está comigo quase que o dia todo,
A minha saudade almoça comigo,
A minha saudade janta comigo,
Ela me abre um sorriso quando estou lendo,
A minha saudade está comigo até quando eu estudo.

A minha saudade me bate, ela adora me bater.
Ela tem uma estranha mania de me subir pelo pescoço rumo ao ouvido.
Ás vezes minah saudade não me olha nos olhos,
e eu não sei se então eu olho por cima,
ou se sorrio mais em baixo.

A minha saudade me faz chorar,
outras vezes ela me faz sorrir.
O sorriso da minahs audade é belo,
tão belo que me machuca.

A minha saudade me prende de noite,
me tira a fala,
me abraça,
e dorme comigo.

Às vezes eu queria que minha saudade fosse andando,
mas se ela partir quem ficará comigo?
Eu queria matar minha saudade,
mas se ela se for, o que será de mim?

Eu não tenho coragem de enfrentar a minha saudade cara a cara.
MENTIRA.
Eu já briguei com ela,
Já mandei ela morrer,
Já mandei ela sumir,
mas depois ela me abraça e me quebra.

Eu queria dizer isso pra minha saudade.
mas não tenho coragem.
Ela ainda está aki.

Ela me sussurra ao pé do ouvido,
Eu não respondo.
Ela me abraça,
Eu não reajo.
Quando ela cede,
eu provoco.
Quando ela me prende,
eu me perco.

Me perco na minha saudade.

Todo dia eu acordo querendo esquece-la,
Mas ela me encontra e me lembra que está sempre presente.
Se eu não respondo
Ela provoca.
E então eu retruco.
Eu canto a música da minha saudade.




segunda-feira, 16 de junho de 2008

Passa

Você passou, foi embora
como a neblina que cobre a pedra
e depois se dissipa no ar.
Estou live dos abraços e sentimentos pela metade,
livre do teu não querer.
E tudo isso pelo simples fato de agora saber o que EU quero.

Você se confunde no momento em que eu tenho a certeza
isso te devora por dentro, bem em baixo do peito.
Te devora do mesmo jeito que me devorou.
Agora é você.
Passa.
Vai Embora.
Vai tarde.
Mas volta.
Logo a neblina ressurge na pedra.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Me Soltaaaaaaaaaaaaaaaaaa...

terça-feira, 13 de maio de 2008

Hoje eu não quero que o dia termine.
quero que tudo fique como está.
O dia não deve passar, amanhã não deve existir,
e se existir, será do meu jeito.
Beijos

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Estou confuso e cansado
não sei oq pode aocntecer amanhã
não sei se vai estar ao meu lado
não sei se vou querer
ou se me quero
Meu to confuso pra cacete e isso sempre acontece...

Merda

quarta-feira, 12 de março de 2008

Conversas

[...]
-O destino é uma coisa cíclica certo?
-Não, ele é mais parecido com aquele negócio do caderno, como chama mesmo?
-Espeiral?
-Isso, ele é uma espiral.
-Quer dizer helicoidal, assim como a órbita da Terra?
-Isso, ele gira em circulos e sempre caminhando para frente, ta aí o motivo de se deparar com circunstâncias parecidas com algumas já vividas, às vezes envolvendo as mesmas pessoas, como por exemplo o caso da festa.
-Ah, isso quer dizer que meu post está errado, o destino não é ciclico e sim uma espiral, ou melhor ele é helicoidal. Isso me lembra A Dona da História...
[...]



(Talvez seja perda de tempo mudar certas situações, e outras vezes seja desperdício deixá-las de lado.)

Pandora


Tenho medo das caixas
não sei ao certo o por que,
mas sei que tenho.
Talvez elas não possam levar tudo o que quero,
ou simplesmente não possam me dar tudo o que quero.
Tenho medo de empacotar, etiquetar,
e esquecer de me colocar dentro delas.
Tenho medo de colocar o que não devia
tenho medo de passar a fita, esquecer de algo, ou precisar de algo já embalado
medo do que espera por mim dentro da caixa,
medo do que espera por mim fora dela também.
A caixa é mítica, é épica, é filosófica.



Minha vida de Pandora deve passar rápido,
afinal de contas tenho poucos dias para separar e escolher a qual parte minha realmente cabe na caixa, qual a parte que levarei depois, e qual a parte que devo empacotar e etiquetar como lixo.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Da Fuga (Frederico Garcia Lorca)


Perdi-me muitas vezes pelo mar,
o ouvido cheio de flores recém-cortadas,
a língua cheia de amor e de agonia.
Muitas vezes perdi-me pelo mar,
como me perco no coração de alguns meninos.
Não há noite em que, ao dar um beijo,
não sinta o sorriso das pessoas sem rosto,
nem há ninguém que, ao tocar um recém-nascido,
se esqueça das imóveis caveiras de cavalo.
Porque as rosas buscam na frente
uma dura paisagem de osso
e as mãos do homem não têm mais sentido
senão imitar as raízes sob a terra.
Como me perco no coração de alguns meninos,
perdi-me muitas vezes pelo mar.
Ignorante da água vou buscando uma morte de luz que me consuma.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Leami




Tem um anjo que me guarda,
mesmo estando longe me conforta de perto.
Me le por dentro, sabe o que sinto
Le na minha vida uma porta aberta
Le o que posso fazer,
Le o amigo que preciso,
Le o momento aflito,
Le o que espero,
Le o que desejo,
Le, sempre está comigo quando preciso
Me le como se já nos conhecessemos há anos
Le e me diz que é amigo e que está comigo.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008


Choose life.

Choose a job.

Choose a career.

Choose a family.

Choose a fucking big television!Choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol, and dental insurance.Choose fixed interest mortgage repayments.Choose a starter home.

Choose your friends.Choose leisurewear and matching luggage. Choose a three-piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics.Choose diy and wondering who the fuck you are on a Sunday morning.Choose sitting on that couch watching mind-numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pissing your last in a miserable home, nothing more than an embarrasment to the selfish, fucked up brats you spawned to replace yourself. Choose your future. Choose life. But why would I want to do a thing like that?
I chose no to choose life..I chose something else. And the reasons?

There are no reasons.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Ma Mémoire Sale




Lave
Ma mémoire sale dans son fleuve de boue
Du bout de ta langue nettoie-moi partout
Et ne laisse pas la moindre trace
De tout ce qui me lie et qui me lasse
Hélas ..

Chasse
Traque-la en moi, ce n'est qu'en moi qu'elle vit
Et lorsque tu la tiendras au bout de ton fusil
N'écoute pas si elle t'implore
Tu sais qu'elle doit mourir d'une deuxième mort
Alors tue-la encore
PleureJe l'ai fait avant toi et ça ne sert à rien
A quoi bon les sanglots, inonder les coussins
j'ai essayé, j'ai essayé
Mais j'ai le coeur sec et les yeux gonflés
Mais j'ai le coeur sec et les yeux gonflés
Alors...

Brûle
Brûle quand tu t'enlises dans mon grand lit de glace
Mon lit comme une banquise qui fond quand tu m'enlaces
Plus rien n'est triste, plus rien n'est grave
Si j'ai Ton corps comme un torrent de Lave
Ma memoire sale dans un fleuve de boue

Lave!
Ma mémoire sale dans ce fleuve de boue
Lave!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Descritivo.



Descrever-se é prender o corpo em palavras
e olha que não há algo mais errônio que a descrição .
Teu loiro não combina com o meu castanho,
meu alto e magro.
O ser é metafísico,
palavras são apenas projeções da conciência humana,

(O ser vai muito mais além das suas palavras,

do simples frasco rotulado, certificado, validado e descartado).
Entre na fila, busque teu rótulo, a palavra que te descreva.

(Veneno, Alegre, Amigo.)

Não perca tempo com o Eu,
individualidade é o ruim da sociedade,

viver só, morrer só.

Então você some só.
Lentamente só, esquecido pelo mundo e pelas mesmas pessoas incapazes de te descrever.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Privacidade.


Alguma vez você já teve vontade de sair correndo?

você já se sentiu com a privacidade invadida?

você ja se perguntou "por que estou aqui?"


come on baby.


vamos embora, por aqui a estrada é bela,

a vida segue no ritmo da rosa amarela.

A inseguransa é o tempero do caminho,

vem comigo da rosa tirarei o espinho.

Seguiremos juntos, unidos e felizes,

a intensa felicidade do amor bem vivido.

É só você querer, tentar espairecer,

separar as cores, os odores, os sabores,

a textura da pele.

e tudo mais.


Decidi experimentar o novo.

o velho me cansa.

o velho, é velho demais.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Conclusões


As pessoas te culpam porque quebraram o prato,
As pessoas te culpam porque não conseguem catar os cacos,
te culpam porque o ventilador não funciona,
porque o computador quebrou.
Como se você fosse capaz de concertar a porra do computador.
As pessoas te culpam porque são incapazes de perceber que o cabo está solto.
te culpam porque se acham feia,
e você sabe que não tem nada a ver com o espelho.
te culpam porque o aluguel está alto,
porque a tv está alta,
porque o gato está com fome.
te culpam porque não estão contentes com elas mesmas.
Elas não importam se você estava vendo tv, simplesmente mudam de canal,
e quando devolvem o controle pra sua mão reclamam novamente do volume alto que ELAS deixaram.
As pessoas te condenam por não passar num vestibular,
por não querer ser alguém,por não fazer nada o dia todo.
Chega um momento que a convivencia com as pessoas te irrita tanto, que você percebe e diz:
"Preciso morar sózinho."

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

O Jequitibá

A pior dor do que cai,
é a humilhação.
Não é dor de corpo
e sim dor de ego.
Quem cai as vezes se machuca.
Quem cai as vezes fica são.
Aquele que cai e não tem força de levantar
para esse, meu caro, existe algo pior que a queda.
Como o Jequitibá orgulhoso e a Taboa,
"Quanto maior a altura, maior o tombo."
Quanto maior o tempo que você permanecer no chão,
mais difícil é levantar.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

A intensa nostalgia do amor mal vivido.

Eu fui pra aí,
eu corri tanto que não me cansei.
Eu só esperei o tempo passar contando os dias nos dedos.
Eu cheguei, extasiado, sonolento, ansioso;
E você?
Você correu de mim.
Por que você correu menino?
Por que você é assim?
O que você esperva de mim?
Realmente a pergunta não é essa.
O que eu esperava tanto de você? - sim, essa é a pergunta.
Esperava o que você não podia me dar,
teus beijos foram bons,
nossas conversas me inspiravam,
hoje releio-as, a intensa nostalgia do amor mal vivido.
Poderia ser diferente.
Queria fazer você ler isso
As vezes dizer palavras é dificil demais,
mas escreve-las....

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Looooooping


Dizem que todo o mundo se revolucionou aos poucos com a mair invenção do homem, A Roda.

As coisas são engraçadas porque o homem acaba agindo como uma roda, sempre em circulos andando e voltando ao mesmo lugr, as vezes se deparando com situações parecidas, ou com uma mesma situação.
E nós nunca sabemos como agir, apesar de ja ter vivido.

Talvez esta nova situação semelhante sirva para fazer-mos diferente.

Como uma 2ª chance.

Cabe a nós aproveita-la.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Sossegando o Periquito


Meu, daqui a pouco o Cara lá vai tacar um raio na minha cabeça.

Ele ta me falando isso direto.

"Sossega o periquito moleque".

E a pessoa não para queita, seja no RJ ou SP.
Sabe o que o perequito vai fazer agora??

Estudar e passar no vestibular, ficar rico, milhonario e encontrar todos os pretendentes do mundo.

Fala sério, você já viu um periquito mais inteligente que esse??

Bom, se daqui a alguns anos alguém estiver interessado, temos um periquito sobrando.

Enfim, agora deixa eu estudar que eu ganho mais.

domingo, 4 de novembro de 2007

Coisas bizarras acontecem na minha vida.

Atualmente meu mundo ta de perna pro ar, me sinto como uma personagem perdida no meio de uma história que não é dela e no entanto ela é a protagonista.





"Todos observam o que a inútil personagem faz enquanto desesperada ela grita por ajuda, implora para olharem outro. No entanto todos na rua a olham, ela não sabe o poder que tem, ela passa e arranca suspiros, todos inquietos na platéia ansiando pelo climax e pelo desfecho final da história. O que eles não sabem é que ela própria anseia pelo final..."



A questão é que ningúém sabe o final.

A ti em resposta - (Anna)

Aquele balcão contou uma hisória
cantou uma canção
brindamos a paixão
a amizade e a alegria.
Casariamos com certeza
pediria tua mão em francês
estilo poema dos olhos da amada.
Os aplausos, as petalas, os cacos.
Tudo perfeito, incluindo nossa embriaguez.
Mulata pele escura e dente branco,
teu amigo aqui ta com saudade.
Mulher tão linda que só espalha sofrimento
tão cheia de pudor que vive nua.

Sinceramente

É ótimo quando você perde o chão.

domingo, 28 de outubro de 2007

Encontros (Obrigado por caminharmos)

Pé engessado, um calor de matar e eu pensando na vida...

Hoje estava ouvindo uma música do Zeca Baleiro e fiquei pensando em uma frase


"Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho
Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso
Um prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundo"


É misterioso como as pessoas aparecem do nada em nossas vidas, você ta lá sentado distraído e elas praticamente caem em cima de você.
E uma coisa falo com toda a certeza, conhecidência não existe, o que existe é um destino, mas não aquele destino que foi escrito e será pra sempre, não. Meu destino é muito mais que isso, um destino que foi pré-escrito, mas que a cada momento eu posso criar um novo parágrafo.
Minha vida é escrita conforme quero, meu mundo é da forma que vejo, a partir do momento em que eu me der conta de quão grande é esse meu poder, poderei fazer o que quiser da minha vida. Claro que os problemas existirão, problemas são apenas provações colocadas no caminho para que possamos vencer nossos limites, esticar os braços e reergue após um grande tombo.
Sorte temos se encontramos essas pessoas pelo caminho.
Como o próprio Baleiro disse, não sabemos até que ponto elas nos acompanharão.
60 anos? uma década? 1 mês? 3 dias?
Não sei, mas desfrutarei ao máximo a passagem delas, pessoas não aparecem no caminho só por aparecer, elas estão lá por algum motivo, cabe a você ou a mim descobrir o motivo de nos encontrarmos e torcer para permanecermos juntos e aproveitarmos nosso tempo neste nosso caminho. Quem sabe num futuro não nos reencontraremos e veremos qual a diferença que fizemos um para o outro.
Seja atalho ou desvio, obrigado por estar em meu caminho.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Até que a bateria nos separe.



Nossa história se resume em pequenas coisas.
Gestos que mudaram nossa afinidade,
um sempre precisando de ajuda,
o outro sempre precisando falar.

Fomos empregado e patroa no palco,
patroa e empregado na vida.
Mas acima de tudo somos amigos
apesar de todos acharem o contrário.

Não to nem aí pros outros,
somos um caso indefinível
de carinho infantil e peraltices de moleque.
Inocentes até a alma,
confusos até certo ponto.

Sempre estamos aprendendo um com o outro.
Seja a mulherzinha neurótica
ou o homem mandão,
sempre saímos no grito e chocamos as pessoas na praça.

Falamos merdas e merdas.
Falamos merdas em francês,
uma aula de línguas à distância.
Um mundo de palavras pra dizer
Até que a bateria nos separe.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007



cantaremos musica felizes
dançaremos na chuva de lagrimas deles
seremos eternos atores
perdidos nos mocinhus felizes
e finais felizes
daew entaum veremos
q tuduh naum passava de um teste
c choramos...eh porque somos bons
e c caimos...naum foi atoa
e se alguma vez negamos um ao outro
eh porque o autor quiz assim
mas nunca deixamos de estar lado a lado
mesmo um pulando a privacidade do outro
ou usando a energia adoidado.


(Lacerda)

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

A questão sobre a vida, o universo e tudo mais...






Desde que o homem foi condenado a ter um cérebro altamente desenvolvido e conciência, ele tem gasto a maior parte de suas horas de ócio encontrando questões que não fariam nenhuma diferença se tivessem respostas.


Por exemplo:


Estamos sózinhos no universo?


De onde viemos?


Para onde vamos?


Qual é o sentido da vida?






Entre outras que só existem para frustrar o bicho-homem.


Mas vamos nos prender ao sentido da vida.


Por que as pessoas se preocupam tanto em querer saber o sentido da vida? ou melhor, por que as pessoas se frustram em não saber o sentido da vida?


Mas temos um grande problema nessa frase.


"Qual é o SENTIDO da vida?"


Sentido. O sentido é algo que se designa apenas para grandesas vetoriais, e que eu saiba a vida não é uma grandesa escalar ou vetorial, nenhum físico sai por aí dizendo que um carro andou sete vidas para o norte ou doze vidas para o sul. Ou seja, a vida não tem sentido.

Isso mesmo, vida não tem sentido.

Portanto pare de se perguntar "onde está meu norte?"


Perguntas como essas não servem de nada.

podemos dar qualquer resposta possível, incluindo a célebre resposta de Douglas Adams 42.

-42 o que porra???


-simplesmente 42.


Isso mesmo, a vida o universo e tudo mais se resume em 42.


Claro que isso foi uma ótima e bem humorada maneira de encontrar a tão esperada resposta. Ou seja, não adianta gastar o seu tão precioso ócio procurando respostas idiotas para perguntas mais idiotas ainda.


A vida é simples, é isto, aquilo. É o agora, é esse vento que te acaricia durante o calor. Eu sei o porque da vida existir e posso te dizer com todas as letras. A vida existe simplesmente pra ser vivida, portanto pare de procurar um sentido pra ela, não existe sentido. é claro se você quiser encontrar um sentido pra vida compre uma bússola, tenho certeza que você terá um sentido.




Palavras do Pensador Profundo.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Momento raposa.... (O Pequeno Príncipe)




- Que quer dizer "cativar" ?

- É uma coisa muito esquecida. Significa criar laços...Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. Eu não tenho necessidade de ti e tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas se tu me cativas, teremos necessidade um do outro. Serás para mim, único no mundo. E eu serei para ti, única no mundo. Minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. O teu passo me chamará para fora da toca, como se fosse música. A gente só conhece bem as coisas que cativou.

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar...a gente corre o risco de chorar um pouco, quando se deixou cativar.

[...]

-É simples, o segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.



(Antoine de Saint-Exupéry)

domingo, 14 de outubro de 2007

Alberto caeiro fala por mim

Alberto caeiro fala por mim...




Não desejei senão estar ao sol ou à chuva -
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo
(E nunca a outra cousa)
Sentir calor e frio e vento,
E não ir mais longe.
Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão -
Porque não tinha que ser.

Consolei-me voltando ao sol e à chuva,
E sentando-me outra vez à porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verde para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraído.

Alberto Caeiro
(Fernando Pessoa)

Podia ser diferente

"Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei não é assim, mas deixa eu fingir."
(Los Hermanos)







Eu pensei em sair gritando,
eu pensei em te roubar pra mim,
eu pensei em te escrever uma carta
mas eu não sei se sou bom com palavras.

Eu pensei em te beijar na boca,
eu pensei em te dar um soco,
eu pensei em te tirar da minha mente,
mas eu sei que não quero isso.

Eu pensei em te dizer isso
eu pensei em não me importar com os outros
eu pensei em corrermos juntos
quero você para o meu uso pessoal.

Não corre.
Não fuja.
Uma chance só.
Voe comigo.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Chico Buarque - Medo de Amar (Vinicius de Moraes)




Musica perfeita, de um cara perfeito, interpretada por outro cara perfeito.

Infinito Particular


Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Culpa sua

Você é o culpado de tudo.
Você aparece do nada e me rouba,
inúmeros suspiros roubados.
Você acaba com minha atenção
Você me deixa louco.

Em compensação vôo até as nuvens,
volto num segundo e mergulho em alegria.
Você me faz alegre, me faz sorrir
A culpa é sua.
Toda sua, sinta-se culpado.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Saudade.


Derrepende eu me pego procurando um som ao longe.
é um som costumeiro, som de minha infância.
sempre lá, presente, meu dia era aquele som,
minhas lembranças, meu passado.

Derrepende percebo que não há mais som,
"o que teria sido feito dele?", penso eu,
na certa está deitado dormindo sua modorra.
Ao chegar na cama não o vejo,
o monte de cobertas mostra que já não está ali.
A sala vazia, os comodos mudos.
A única lembrança do som está na memória,
está ali, ao lado da lembrança dele.
A harpa está parada, muda.
Sem som chora mais que os demais,
desde que ele se foi ela nunca mais cantou.
O silêncio me traz apenas uma coisa,
saudade.

Com o tempo o som se apagará da memória,
os discos se quebrarão,
mas quando este tempo chegar estaremos juntos de novo.
Te escrevo com saudades,
Um beijo do seu querido.

domingo, 16 de setembro de 2007

Vem comigo?


O que eu espero de você?
Na verdade eu não espero, simplesmente quero.
Quero agora, quero comigo, junto.
Quero passar cada momento, junto.
Vou fazer de tudo,
passar por cima de tudo.

Vou atrás.
Vou correndo pela estrada
Não vou por os pés no chão.

Te espero porque te quero.
Gosto, e sou gostado,
esperado, desejado, querido.
Vamos juntos
de mãos dadas
os pés no caminho que faremos.

Espere-me,
queira-me,
Voe comigo.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Medo do Futuro


Amo Muito os anos que passaram.
Amo os amigos que encontrei,
os momentos que vivi,
os sentimentos que conheci.
Amo tudo o que tenho
e guardo com carinho.
Confeço que tenho medo do futuro.
Mas tenho certeza que ele será feito de momentos, amigos, sentimentos e carinho.
E outra certeza é que amarei
mais ainda tudo que passou.