
Derrepende eu me pego procurando um som ao longe.
é um som costumeiro, som de minha infância.
sempre lá, presente, meu dia era aquele som,
minhas lembranças, meu passado.
Derrepende percebo que não há mais som,
"o que teria sido feito dele?", penso eu,
na certa está deitado dormindo sua modorra.
Ao chegar na cama não o vejo,
o monte de cobertas mostra que já não está ali.
A sala vazia, os comodos mudos.
A única lembrança do som está na memória,
está ali, ao lado da lembrança dele.
A harpa está parada, muda.
Sem som chora mais que os demais,
desde que ele se foi ela nunca mais cantou.
O silêncio me traz apenas uma coisa,
saudade.
Com o tempo o som se apagará da memória,
os discos se quebrarão,
mas quando este tempo chegar estaremos juntos de novo.
Te escrevo com saudades,
Um beijo do seu querido.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Saudade.
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Um comentário:
Parabéns Chico !
Tem um toque de emoçao mto grande neste poema para seu avó.
LINDO !
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