Como quando andamos pela rua e não olhamos ao atravessar, olhar pro lado é bom, as vezes você vê um carro vindo, ou alguém que se entristecerá.
Ah, quantos reboliços, ofender e destruir um amor assim, não, não era pra te ofender, era pra suprir minha carência. Hoje estou mais carente ainda. Triste. Palavras como "o nada que você é" ou "O quanto você é pequenininho" dói em minha cabeça, dilaceram meu coração, retorce todos os orgãos dentro de mim. E no final me vem uma nausea, 2 segundos que o coração se recusa bruscamente a bater, um aperto, e uma saudade. Hoje ta tudo tão distante; em minha mente vejo fragmentos de pessoas, fragmentos de lugares, constelações, galaxias, orion, figos maduros, morangos mofados, enearte, omeletes, filmes e carícias. E tudo isso foi pra baixo do tapete, pra baixo da poeira da memória...Não, quando algo é marcado na pele, é lembrado pela eternidade, invade todas as células e deixa sua impressão lá dentro, sua mente pode até esquecer, mas é tipico de ocidentais subestimar o memória presente no corpo.
Ouço sua boca dizer coisas pra fora, vejo falsas imagens de mim jogadas ao vento, dissimulado, anti ético, desrrespeitoso como me pintam. Mas se minha imagem foi gravada em sua pele, ela me basta pra sanar todos os maus entendidos, uma vez que toda mentira cai por terra, e toda verdade sempre é exaltada.
Nos magoamos tanto, brigamos tanto, nos entendemos pouco e sentimos muito. Como uma bibelot atirado várias vezes da janela do 25º andar, lá se foi nosso amor voando pras estrelas, preciso torna-lo leve, antes que ele espatife no chão, pra baixo do tapete. Preciso torna-lo leve, antes que a pessoa que você foi suma completamente, e me perca de vista, e se perca de vista e se tranque abaixo da tua pele chorando tão desesperado quanto eu o vejo gritando dentro de seus olhos: "Socorro! Salve-me!"
Salvar onde? Salvar como se essa pessoa que caminha sobre suas pernas, em linhas retas mas com os pés tão tortos, como se essa pessoa não me deixa aproximar?
Ele me grita de novo de dentro dos seus olhos: "Salve-me!"
"-COMO?"
O menino de dentro dos seus olhos, aquele menino/homem, me olha sorri e me diz com a força que nos fez andar por cima dos telhados da cidade velha: "Preserve-me sob sua pele, antes que eu morra".
Deus me ajude, te farei vivo dentro de mim, não te deixarei morrer, eu juro!


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