segunda-feira, 11 de abril de 2011

É estranho quando o amor não morre pra nós, quando você é a pessoa que está bem com a relação e de repente se vê obrigado a matá-la. Dos 5 homens que eu posso dizer q foram meus, 2 terminaram comigo, os outros 3 eu terminei. Este ultimo que terminou comigo, me gerou um amor q não consigo matar, por mais que eu tente. Chega a ser absurdo, como se fosse uma grande secóia que eu regava e cuidava devotamente todos os dias, e então me vejo com uma serra na mão pra derrubar um amor tão frondoso e junto com ele abrir uma clareira no meio do meu peito derrubando outras arvores que estvam lá. Fiz diferente dessa vez, não me obriguei a matá-lo, não teria forças. Imortalizei-o, em mim. Um verdadeira prática de sado-masoquismo diario, acordar todos os dias, sentir a fina cicatriz latejar com o frio, sentir o amor pulsar cada vez mais dentro de mim e se preencher em forma de cicatriz, absorvendo devotamente as tintas presentes em minha derme que se infiltram pela epiderme e chegam na corrente sanguinea pulsando com o amor.
Pra você foi fácil, homem meu, me abandonar e virar a página como tantos outros já fizeram. E quanto a mim, que sou obrigado a conviver com tua ausencia todos os dias, quanto a mim resta a espera que a arvore seque e morra de sede. Inutil quando a chuva cai imensamente, e as raizes são tão grandes que se encharcam no meio de lençois sub terrâneos.
Te marquei pra não esquecer o tamanho dessa arvore, pra ter a certeza que alguma coisa eu aprendi, pra criar em mim falsas esperanças, pra gritar com a carne, pra registrar o tamanho de tudo oq perdi, pra te fazer memória, e te reviver como minha pele. Fiz isso pra te ter pra sempre em mim. Se um 6º homem meu vier, obrigarei-o a saber o significado de 10 estrelas do tamanho de uma secóia chamada Amor.
Amo-Te, e está marcado em mim.

sábado, 26 de março de 2011

Pele



As vezes não controlamos nossos impulos e fazemos coisas através desta impulsividade. Preciso aprender a respirar antes de agir. Pra não magoar. Te magoeie e quanto a isso assumo toda a culpa. Devia ter respirado, foi uma passada, uma troca de energia, uma sinapse falha, e me causou todo um reboliço.
Como quando andamos pela rua e não olhamos ao atravessar, olhar pro lado é bom, as vezes você vê um carro vindo, ou alguém que se entristecerá.
Ah, quantos reboliços, ofender e destruir um amor assim, não, não era pra te ofender, era pra suprir minha carência. Hoje estou mais carente ainda. Triste. Palavras como "o nada que você é" ou "O quanto você é pequenininho" dói em minha cabeça, dilaceram meu coração, retorce todos os orgãos dentro de mim. E no final me vem uma nausea, 2 segundos que o coração se recusa bruscamente a bater, um aperto, e uma saudade. Hoje ta tudo tão distante; em minha mente vejo fragmentos de pessoas, fragmentos de lugares, constelações, galaxias, orion, figos maduros, morangos mofados, enearte, omeletes, filmes e carícias. E tudo isso foi pra baixo do tapete, pra baixo da poeira da memória...Não, quando algo é marcado na pele, é lembrado pela eternidade, invade todas as células e deixa sua impressão lá dentro, sua mente pode até esquecer, mas é tipico de ocidentais subestimar o memória presente no corpo.
Ouço sua boca dizer coisas pra fora, vejo falsas imagens de mim jogadas ao vento, dissimulado, anti ético, desrrespeitoso como me pintam. Mas se minha imagem foi gravada em sua pele, ela me basta pra sanar todos os maus entendidos, uma vez que toda mentira cai por terra, e toda verdade sempre é exaltada.
Nos magoamos tanto, brigamos tanto, nos entendemos pouco e sentimos muito. Como uma bibelot atirado várias vezes da janela do 25º andar, lá se foi nosso amor voando pras estrelas, preciso torna-lo leve, antes que ele espatife no chão, pra baixo do tapete. Preciso torna-lo leve, antes que a pessoa que você foi suma completamente, e me perca de vista, e se perca de vista e se tranque abaixo da tua pele chorando tão desesperado quanto eu o vejo gritando dentro de seus olhos: "Socorro! Salve-me!"
Salvar onde? Salvar como se essa pessoa que caminha sobre suas pernas, em linhas retas mas com os pés tão tortos, como se essa pessoa não me deixa aproximar?
Ele me grita de novo de dentro dos seus olhos: "Salve-me!"
"-COMO?"
O menino de dentro dos seus olhos, aquele menino/homem, me olha sorri e me diz com a força que nos fez andar por cima dos telhados da cidade velha: "Preserve-me sob sua pele, antes que eu morra".
Deus me ajude, te farei vivo dentro de mim, não te deixarei morrer, eu juro!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Forço para não chorar,
mas sempre um lágrima me foge.
Aprendi a chorar com o coração,
Ai, comé difícil meu Deus.

sexta-feira, 18 de março de 2011

A semente.

É uma questão de confiança. Confiar nos desejos dos outros. Acho que o maior praoblema quando dizemos que amamos é q não aprendemos que amar aos outros as vezes seja deixar de se amar um pouco. E esse deixar de se amar não quer dizer obcessão pelo outro. Pelo contrario, é mais um deixar de olhar para o nosso umbigo pra olhar nos olhos, no peito. É enxergar além do seu redor e ver ali o redor de outrem. Aprender isso é duro, é dificil é pancada atras de pancada. Mas é um mal necessário, só assim podemos crescer mais, rumo a perfeição de um amor. Rumo a sintese do homem. Paulo disse que agora vemos o amor em parte como a um espelho mas um dia o veremos face a face. Para isso é necessário abdicar. Abdicar de você, de seus medos, de suas neuroses (essas coisas só destroem o amor), a abdicação não, ela enobrece deixa-o crescer. Se plantarmos uma semente em um pedaço de terra não adianta de nada sentar ao lado e olhar fixamente para a terra esperando o primeiro sinal de germinação rasgar a terra mostrando vida. No entanto podemos deixar a semente ali, descansando, devemos cuidar dela, cuidando, regando, retirando ervas daninhas, adubando. Olhar não serve de água ou adubo, olhar é apenas perder tempo. Tem coisas q escapam do controle de nossas mãos simplesmente pq não são de nosso controle. E qdo isso se aplica na relação com o outro, aí q o controle não está conosco. De nada adianta correr chutar, gritar, chorar. Ah como fui burro, antes tivesse apenas deixado as lagrima sinceras cairem pra regar a terra, ou rezado para que a chuva viesse. No fim estou apenas aprendendo, espero me perder no rumo de minha vida, e um dia quem sabe encontrar um caminho já conhecido e no lugar onde havia apenas um pedaço de terra que escondia um semente, eu encontre uma bela arvore rica de frutos, flores e estrelas.