Eu pensei que minha saudade fosse efêmera.
Mas eu descobri que não.
Eu jurava que a minha saudade ia sumir na neblina,
Mas não.
A minha saudade está comigo quase que o dia todo,
A minha saudade almoça comigo,
A minha saudade janta comigo,
Ela me abre um sorriso quando estou lendo,
A minha saudade está comigo até quando eu estudo.
A minha saudade me bate, ela adora me bater.
Ela tem uma estranha mania de me subir pelo pescoço rumo ao ouvido.
Ás vezes minah saudade não me olha nos olhos,
e eu não sei se então eu olho por cima,
ou se sorrio mais em baixo.
A minha saudade me faz chorar,
outras vezes ela me faz sorrir.
O sorriso da minahs audade é belo,
tão belo que me machuca.
A minha saudade me prende de noite,
me tira a fala,
me abraça,
e dorme comigo.
Às vezes eu queria que minha saudade fosse andando,
mas se ela partir quem ficará comigo?
Eu queria matar minha saudade,
mas se ela se for, o que será de mim?
Eu não tenho coragem de enfrentar a minha saudade cara a cara.
MENTIRA.
Eu já briguei com ela,
Já mandei ela morrer,
Já mandei ela sumir,
mas depois ela me abraça e me quebra.
Eu queria dizer isso pra minha saudade.
mas não tenho coragem.
Ela ainda está aki.
Ela me sussurra ao pé do ouvido,
Eu não respondo.
Ela me abraça,
Eu não reajo.
Quando ela cede,
eu provoco.
Quando ela me prende,
eu me perco.
Me perco na minha saudade.
Todo dia eu acordo querendo esquece-la,
Mas ela me encontra e me lembra que está sempre presente.
Se eu não respondo
Ela provoca.
E então eu retruco.
Eu canto a música da minha saudade.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
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