[...]
-O destino é uma coisa cíclica certo?
-Não, ele é mais parecido com aquele negócio do caderno, como chama mesmo?
-Espeiral?
-Isso, ele é uma espiral.
-Quer dizer helicoidal, assim como a órbita da Terra?
-Isso, ele gira em circulos e sempre caminhando para frente, ta aí o motivo de se deparar com circunstâncias parecidas com algumas já vividas, às vezes envolvendo as mesmas pessoas, como por exemplo o caso da festa.
-Ah, isso quer dizer que meu post está errado, o destino não é ciclico e sim uma espiral, ou melhor ele é helicoidal. Isso me lembra A Dona da História...
[...]
(Talvez seja perda de tempo mudar certas situações, e outras vezes seja desperdício deixá-las de lado.)
quarta-feira, 12 de março de 2008
Pandora

Tenho medo das caixas
não sei ao certo o por que,
mas sei que tenho.
Talvez elas não possam levar tudo o que quero,
ou simplesmente não possam me dar tudo o que quero.
Tenho medo de empacotar, etiquetar,
e esquecer de me colocar dentro delas.
Tenho medo de colocar o que não devia
tenho medo de passar a fita, esquecer de algo, ou precisar de algo já embalado
medo do que espera por mim dentro da caixa,
medo do que espera por mim fora dela também.
A caixa é mítica, é épica, é filosófica.
Minha vida de Pandora deve passar rápido,
afinal de contas tenho poucos dias para separar e escolher a qual parte minha realmente cabe na caixa, qual a parte que levarei depois, e qual a parte que devo empacotar e etiquetar como lixo.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Da Fuga (Frederico Garcia Lorca)

Perdi-me muitas vezes pelo mar,
o ouvido cheio de flores recém-cortadas,
a língua cheia de amor e de agonia.
Muitas vezes perdi-me pelo mar,
como me perco no coração de alguns meninos.
Não há noite em que, ao dar um beijo,
não sinta o sorriso das pessoas sem rosto,
nem há ninguém que, ao tocar um recém-nascido,
se esqueça das imóveis caveiras de cavalo.
Porque as rosas buscam na frente
uma dura paisagem de osso
e as mãos do homem não têm mais sentido
senão imitar as raízes sob a terra.
Como me perco no coração de alguns meninos,
perdi-me muitas vezes pelo mar.
Ignorante da água vou buscando uma morte de luz que me consuma.
sábado, 1 de março de 2008
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