quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Post-it

Eu pensei que minha saudade fosse efêmera.
Mas eu descobri que não.
Eu jurava que a minha saudade ia sumir na neblina,
Mas não.
A minha saudade está comigo quase que o dia todo,
A minha saudade almoça comigo,
A minha saudade janta comigo,
Ela me abre um sorriso quando estou lendo,
A minha saudade está comigo até quando eu estudo.

A minha saudade me bate, ela adora me bater.
Ela tem uma estranha mania de me subir pelo pescoço rumo ao ouvido.
Ás vezes minah saudade não me olha nos olhos,
e eu não sei se então eu olho por cima,
ou se sorrio mais em baixo.

A minha saudade me faz chorar,
outras vezes ela me faz sorrir.
O sorriso da minahs audade é belo,
tão belo que me machuca.

A minha saudade me prende de noite,
me tira a fala,
me abraça,
e dorme comigo.

Às vezes eu queria que minha saudade fosse andando,
mas se ela partir quem ficará comigo?
Eu queria matar minha saudade,
mas se ela se for, o que será de mim?

Eu não tenho coragem de enfrentar a minha saudade cara a cara.
MENTIRA.
Eu já briguei com ela,
Já mandei ela morrer,
Já mandei ela sumir,
mas depois ela me abraça e me quebra.

Eu queria dizer isso pra minha saudade.
mas não tenho coragem.
Ela ainda está aki.

Ela me sussurra ao pé do ouvido,
Eu não respondo.
Ela me abraça,
Eu não reajo.
Quando ela cede,
eu provoco.
Quando ela me prende,
eu me perco.

Me perco na minha saudade.

Todo dia eu acordo querendo esquece-la,
Mas ela me encontra e me lembra que está sempre presente.
Se eu não respondo
Ela provoca.
E então eu retruco.
Eu canto a música da minha saudade.




segunda-feira, 16 de junho de 2008

Passa

Você passou, foi embora
como a neblina que cobre a pedra
e depois se dissipa no ar.
Estou live dos abraços e sentimentos pela metade,
livre do teu não querer.
E tudo isso pelo simples fato de agora saber o que EU quero.

Você se confunde no momento em que eu tenho a certeza
isso te devora por dentro, bem em baixo do peito.
Te devora do mesmo jeito que me devorou.
Agora é você.
Passa.
Vai Embora.
Vai tarde.
Mas volta.
Logo a neblina ressurge na pedra.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Me Soltaaaaaaaaaaaaaaaaaa...

terça-feira, 13 de maio de 2008

Hoje eu não quero que o dia termine.
quero que tudo fique como está.
O dia não deve passar, amanhã não deve existir,
e se existir, será do meu jeito.
Beijos

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Estou confuso e cansado
não sei oq pode aocntecer amanhã
não sei se vai estar ao meu lado
não sei se vou querer
ou se me quero
Meu to confuso pra cacete e isso sempre acontece...

Merda

quarta-feira, 12 de março de 2008

Conversas

[...]
-O destino é uma coisa cíclica certo?
-Não, ele é mais parecido com aquele negócio do caderno, como chama mesmo?
-Espeiral?
-Isso, ele é uma espiral.
-Quer dizer helicoidal, assim como a órbita da Terra?
-Isso, ele gira em circulos e sempre caminhando para frente, ta aí o motivo de se deparar com circunstâncias parecidas com algumas já vividas, às vezes envolvendo as mesmas pessoas, como por exemplo o caso da festa.
-Ah, isso quer dizer que meu post está errado, o destino não é ciclico e sim uma espiral, ou melhor ele é helicoidal. Isso me lembra A Dona da História...
[...]



(Talvez seja perda de tempo mudar certas situações, e outras vezes seja desperdício deixá-las de lado.)

Pandora


Tenho medo das caixas
não sei ao certo o por que,
mas sei que tenho.
Talvez elas não possam levar tudo o que quero,
ou simplesmente não possam me dar tudo o que quero.
Tenho medo de empacotar, etiquetar,
e esquecer de me colocar dentro delas.
Tenho medo de colocar o que não devia
tenho medo de passar a fita, esquecer de algo, ou precisar de algo já embalado
medo do que espera por mim dentro da caixa,
medo do que espera por mim fora dela também.
A caixa é mítica, é épica, é filosófica.



Minha vida de Pandora deve passar rápido,
afinal de contas tenho poucos dias para separar e escolher a qual parte minha realmente cabe na caixa, qual a parte que levarei depois, e qual a parte que devo empacotar e etiquetar como lixo.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Da Fuga (Frederico Garcia Lorca)


Perdi-me muitas vezes pelo mar,
o ouvido cheio de flores recém-cortadas,
a língua cheia de amor e de agonia.
Muitas vezes perdi-me pelo mar,
como me perco no coração de alguns meninos.
Não há noite em que, ao dar um beijo,
não sinta o sorriso das pessoas sem rosto,
nem há ninguém que, ao tocar um recém-nascido,
se esqueça das imóveis caveiras de cavalo.
Porque as rosas buscam na frente
uma dura paisagem de osso
e as mãos do homem não têm mais sentido
senão imitar as raízes sob a terra.
Como me perco no coração de alguns meninos,
perdi-me muitas vezes pelo mar.
Ignorante da água vou buscando uma morte de luz que me consuma.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Leami




Tem um anjo que me guarda,
mesmo estando longe me conforta de perto.
Me le por dentro, sabe o que sinto
Le na minha vida uma porta aberta
Le o que posso fazer,
Le o amigo que preciso,
Le o momento aflito,
Le o que espero,
Le o que desejo,
Le, sempre está comigo quando preciso
Me le como se já nos conhecessemos há anos
Le e me diz que é amigo e que está comigo.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008


Choose life.

Choose a job.

Choose a career.

Choose a family.

Choose a fucking big television!Choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol, and dental insurance.Choose fixed interest mortgage repayments.Choose a starter home.

Choose your friends.Choose leisurewear and matching luggage. Choose a three-piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics.Choose diy and wondering who the fuck you are on a Sunday morning.Choose sitting on that couch watching mind-numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pissing your last in a miserable home, nothing more than an embarrasment to the selfish, fucked up brats you spawned to replace yourself. Choose your future. Choose life. But why would I want to do a thing like that?
I chose no to choose life..I chose something else. And the reasons?

There are no reasons.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Ma Mémoire Sale




Lave
Ma mémoire sale dans son fleuve de boue
Du bout de ta langue nettoie-moi partout
Et ne laisse pas la moindre trace
De tout ce qui me lie et qui me lasse
Hélas ..

Chasse
Traque-la en moi, ce n'est qu'en moi qu'elle vit
Et lorsque tu la tiendras au bout de ton fusil
N'écoute pas si elle t'implore
Tu sais qu'elle doit mourir d'une deuxième mort
Alors tue-la encore
PleureJe l'ai fait avant toi et ça ne sert à rien
A quoi bon les sanglots, inonder les coussins
j'ai essayé, j'ai essayé
Mais j'ai le coeur sec et les yeux gonflés
Mais j'ai le coeur sec et les yeux gonflés
Alors...

Brûle
Brûle quand tu t'enlises dans mon grand lit de glace
Mon lit comme une banquise qui fond quand tu m'enlaces
Plus rien n'est triste, plus rien n'est grave
Si j'ai Ton corps comme un torrent de Lave
Ma memoire sale dans un fleuve de boue

Lave!
Ma mémoire sale dans ce fleuve de boue
Lave!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Descritivo.



Descrever-se é prender o corpo em palavras
e olha que não há algo mais errônio que a descrição .
Teu loiro não combina com o meu castanho,
meu alto e magro.
O ser é metafísico,
palavras são apenas projeções da conciência humana,

(O ser vai muito mais além das suas palavras,

do simples frasco rotulado, certificado, validado e descartado).
Entre na fila, busque teu rótulo, a palavra que te descreva.

(Veneno, Alegre, Amigo.)

Não perca tempo com o Eu,
individualidade é o ruim da sociedade,

viver só, morrer só.

Então você some só.
Lentamente só, esquecido pelo mundo e pelas mesmas pessoas incapazes de te descrever.